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| Vereador Iran afirma que, prefeita terá direito ao amplo contraditório e à legítima defesa |
O vereador Iran Santos (PCdoB), do Bloco Independente, manifestou
seu propósito de investigar as supostas irregularidades do Governo Lene. Em seu
pronunciamento na sessão da última terça-feira (27), Iran questionou as ilegalidades da ordem de serviço de construção da ponte da Região Ouro Fino:
empenhada, mas, segundo ele, não executada. “Ai está o flagrante de descumprimento do dinheiro público. Desvio do recurso público nessa
administração: e falta dinheiro para a qualidade da merenda, para material
didático, aos incentivos dos professores; não cumpre o plano de carreira, não
cumpre o piso nacional do professor ... e ainda quer punir professor no
exercício de sua função.”
O parlamentar abordou a greve dos professores, criticando o
comportamento da administração municipal. “A Prefeita Lene e a Secretaria Municipal
de Educação [Rose] alegam que, a greve é inconstitucional, que é ilegal. Mas a
greve foi constituída, convocada, discutida com os professores, pais de alunos,
toda classe escolar. Ela [Lene] que sempre negou a presença com os professores
[...] Covarde! Não enfrenta os problemas.” O edil seguiu com uma contundente e irônica sugestão. “A Prefeita
deveria ter dito no palanque o que iria fazer: retirar direitos, fazer
nepotismo. Há constantes irregularidades nessa gestão e a prefeita acredita na
impunidade; que está bem assistida pelos seus advogados; que nada vai
acontecer.”
O vereador afirmou que, irá convocar três vereadores – um de
cada partido – para apresentá-los fatos determinados existentes, de acordo com
Iran, no Governo Lene: “prevaricação, crime de peculato, improbidade
administrativa, desvio de recurso público, diversos crimes – tem de sobra.”
Iran apresentará a solicitação de instauração de uma Comissão Parlamentar de
Inquérito (CPI). “Não vou utilizar da famigerada sede de cassar a prefeita.
Não! Vou apresentar [a CPI], junto com os demais vereadores desta comissão,
para ela [Lene] apresentar o amplo contraditório e a legítima defesa. Dizer: “Eu
sou honesta. O que estou fazendo ta dentro da lei. Eu vou convencer os vereadores,
o Ministério Público e o Poder Judiciário” [...] E se necessário, iremos julgar
a Prefeita atual e discenciá-la [cassar] da prefeitura de Apuarema.”
