Por Souza Andrade - O ser humano, até mesmo o menos
otimista, dorme alimentando a esperança de que o dia seguinte será melhor.
Então, nós dormimos ontem esperançosos de que hoje poderíamos experimentar algo
novo, diferente, melhor, em relação aos problemas que mais afligem a população.
Em Jequié, ultimamente, um dos principais problemas é a educação. E a gente
acorda ouvindo a seguinte informação: insatisfeitos, motoristas do transporte
escolar ameaçam paralisar suas atividades, estudantes e mães de alunos promovem
manifestação no distrito de Florestal. Observe que nem bem começou o ano
acontecem manifestações, protestos tanto na cidade como na zona rural e já se
fala em paralisação de motorista, de professor, sem falar dos agentes
comunitários de saúde e dos agentes de combate às endemias. Isso é sinal de que
as coisas estão fora de ordem, de que as coisas não estão funcionando. A
insatisfação é muito grande e se espalha por toda a parte. Veja isso,
estudantes e mães de alunos de Florestal saíram as ruas para demonstrar que
estão descontentes. E motivos não faltam, como foi constatado no local, nesta
quinta-feira (16). O comentário geral é que o ano letivo de 2013 já pode ser
considerado um ano improdutivo. O tempo de permanência das crianças na escola é
de apenas duas horas por dia. Portanto, não tem sido possível ter aula de todas
as disciplinas regularmente. Ponto. Essas crianças estão aprendendo o que com a
educação dessa forma? O que mais nos preocupa é que os estudantes estão
reclamando, as mães estão pedindo solução, professores estão alertando, e, ao
que parece, ninguém, ninguém mesmo, está dando ouvido ao clamor das ruas. O
Ministério da Educação precisa tomar conhecimento dessas coisas que estão
acontecendo em Jequié. A nossa cidade está na contra mão da história.
